
O governo federal deu sinal verde para começar a construção do lote 8 da Ferrovia Transnordestina, com um aporte de R$ 1 bilhão. Essa quantia faz parte do aditivo de R$ 3,6 bilhões da origem do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e tem como objetivo conectar o Piauí ao Porto de Pecém, localizado no Ceará.
A nova seção do projeto inclui a edificação de três pontes, dois viadutos e quatro cruzamentos, com a perspectiva de que as obras comecem em até 45 dias após a formalização do contrato. No momento, cinco outros trechos (4, 5, 6, 7 e 11) já estão em andamento, abrangendo a parte central do estado e o acesso ao Porto de Pecém. Com a inclusão do lote 8, restarão os lotes 9 e 10, totalizando 97 km, para finalizar a primeira fase da linha férrea. A expectativa é que esses lotes finais sejam contratados em 2025.
A ferrovia está se preparando para entrar na fase de comissionamento em 2025, com os primeiros envios de cargas — incluindo soja, farelo de soja, milho e calcário — saindo do Terminal Intermodal de Cargas do Piauí em direção ao centro-sul do Ceará e áreas de Pernambuco.
Até agora, foram completados 676 km dos trilhos da linha principal da fase 1. Com os 235 km que estão em construção e os 46 km do novo lote, o projeto totaliza 281 km em andamento — o que indica um progresso físico de aproximadamente 75% da primeira fase, que tem conclusão estimada para 2027.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, deve enviar um projeto de lei ao Congresso para permitir a alocação desses recursos na Transnordestina. A previsão é que realizemos um evento até o início de julho para liberar esse investimento para a obra, conforme destacou.
Quanto ao segmento da ferrovia que conecta Salgueiro ao Porto de Suape, em Pernambuco, ele possui um orçamento diferente desde que foi acrescentado ao Novo PAC para ser reiniciado. No segundo semestre deste ano, serão lançados os editais para a seleção das empresas que darão sequência às obras. O recurso previsto para concluir os lotes SPS 04 (Custódia–Arcoverde, com 73 km) e SPS 07 (Cachoeirinha–Belém de Maria, com 53 km) é de R$ 450 milhões.