
A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de envolvimento na morte de três pacientes em um hospital particular de Taguatinga (DF).
Os crimes aconteceram entre novembro e dezembro de 2025 e causaram grande comoção pela gravidade e frieza das ações.
🕊️ QUEM SÃO AS VÍTIMAS

As vítimas são João Clemente Pereira, de 63 anos, Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos e Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos — Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução
As vítimas identificadas são:
Miranilde Pereira da Silva, professora aposentada, 75 anos
João Clemente Pereira, servidor público, 65 anos
Marcos Moreira, servidor público, 33 anos
🔎 Em comum, todos estavam internados na UTI do Hospital Anchieta, em leitos próximos, e foram atendidos pelo mesmo técnico de enfermagem.
⚠️ COMO OS CRIMES ACONTECIAM
Segundo a investigação policial:
O técnico injetava altas doses de um medicamento, sem diluição, diretamente na veia das vítimas
A substância provocava parada cardíaca quase imediata, entre 10 e 15 segundos
O crime contava com o apoio de outras duas técnicas de enfermagem
🧪 Para obter o medicamento, o suspeito:
Aproveitava que o sistema do hospital estava aberto em contas de dois médicos
Emitira receitas falsas
Retirava o remédio na farmácia e o escondia no jaleco
🗑️ Outro detalhe grave:
As seringas usadas não eram descartadas corretamente, mas jogadas no lixo comum, o que levantou suspeitas durante a apuração.💔 CASO EXTREMO: 13 INJEÇÕES COM DESINFETANTE
A professora Miranilde Pereira da Silva resistiu a seis paradas cardíacas após receber quatro doses do medicamento.
Diante disso, segundo a polícia, o técnico aplicou 13 seringas com desinfetante diretamente na veia da paciente, levando à morte.
🫀 Para disfarçar a autoria, o técnico ainda realizava massagem cardíaca, simulando tentativas de reanimação.
🗣️ “Após injetar os líquidos, eles observavam os monitores para confirmar a parada cardíaca”, afirmou o delegado Wisllei Salomão.🏥 POSIÇÃO DO HOSPITAL
Em nota oficial, o Hospital Anchieta informou que:
Identificou circunstâncias atípicas na UTI
Criou um comitê interno de análise
Conduziu uma investigação rigorosa que, em menos de 20 dias, apontou evidências contra os técnicos
Os três profissionais foram demitidos🚔 PRISÕES E CONFISSÕES
Os suspeitos foram presos na semana passada
Inicialmente, negaram os crimes
Após serem confrontados com imagens do circuito interno, dois confessaram
🔒 A polícia não divulgou os nomes dos presos. As imagens da prisão foram borradas e divulgadas nesta segunda-feira (19).🔍 INVESTIGAÇÃO CONTINUA
A Polícia Civil agora apura:
A motivação dos crimes
Se há outros casos no mesmo hospital
Se os técnicos atuaram de forma semelhante em outras unidades de saúde
❌ Os investigadores descartaram qualquer envolvimento ou pedido das vítimas ou familiares.😢 DOR E INDIGNAÇÃO DA FAMÍLIA
A família de João Clemente Pereira afirmou que ele não tinha problemas cardíacos, o que inicialmente levantou suspeita de erro médico, nunca de crime.
💬 “A gente confia que quem estudou para isso vai cuidar. Saber que foi dessa forma deixa tudo ainda mais difícil”, disse Valéria Leal Pereira, filha da vítima.⚖️ O caso reforça a importância da fiscalização rigorosa em ambientes hospitalares e da responsabilização exemplar quando a confiança é quebrada de forma tão cruel.
🕯️ Nossas condolências às famílias das vítimas.
Situação delicada essa,nem nos hospitais podemos mais confiar.