EDITORIAL para o "DIÁRIO DO MEIO-DIA" Do dia 19 de fevereiro
Brasil em Encruzilhada: Entre o Populismo e a Responsabilidade
Publicada em 19/02/26 às 05:11h - 234 visualizações
Geovane Ramos
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Dívida crescente, baixa produtividade e polarização ideológica desafiam o desenvolvimento; é hora de priorizar bom senso, qualificação e liberdade econômica para construir um futuro mais próspero. (Foto: Rádio Avante)
O Brasil vive hoje um momento preocupante. Parece que estamos nos afastando do bom senso e das decisões equilibradas. Em vez de escolher caminhos que fortaleçam a economia e ajudem principalmente a população mais sofrida, muitas vezes adotamos medidas que dificultam o crescimento e atrasam o desenvolvimento social.
Os próprios governos dão um mau exemplo quando aumentam a dívida pública, elevam impostos e ampliam a burocracia. Ao mesmo tempo, deixam a desejar em áreas essenciais como segurança, saúde e educação. Quem paga essa conta é o cidadão comum.
O Brasil tem uma das economias mais fechadas do mundo ocidental. Ainda existe uma resistência à chegada de investimentos estrangeiros, que poderiam trazer mais qualidade, mais produtividade e, principalmente, empregos melhores. Porque não basta ter emprego é preciso ter bons empregos. A falta de qualificação da nossa mão de obra ajuda a explicar por que a média salarial do brasileiro é menor do que a de países vizinhos como o Chile, o Uruguai e até mesmo a Argentina.
O Chile, por exemplo, mesmo quando teve governos de esquerda, manteve reformas econômicas feitas por economistas liberais no período do governo de Augusto Pinochet. Essas reformas ajudaram o país a crescer e a melhorar a renda média da população. O Uruguai também seguiu um caminho de abertura para investidores estrangeiros e hoje colhe resultados positivos, com mais oportunidades para os jovens.
Aqui, muitas vezes, a pauta é populista e focada apenas nas eleições. Em vez de discutir como aumentar a produtividade, fala-se em reduzir a jornada de trabalho e ampliar o número de feriados. Ao mesmo tempo, cresce o número de pessoas dependentes de auxílios. O trabalho não é valorizado como deveria. E, no fim, quem produz é quem sustenta tudo isso.
A polarização ideológica também traz distorções graves. Há momentos em que parece haver mais preocupação com os direitos de criminosos do que com as vítimas. Policiais que morrem no cumprimento do dever e cidadãos inocentes que perdem a vida muitas vezes ficam em segundo plano em debates que deveriam priorizar a segurança da sociedade.
Vivemos na era da informação. Mesmo assim, é surpreendente que grande parte da população não perceba que esse caminho pode prejudicar o interesse nacional e a qualidade de vida de todos.
A corrupção é tolerada ou relativizada. Erros são justificados. Até mesmo pessoas instruídas acabam seguindo lideranças radicais, de um lado e de outro. Talvez seja hora de refletir com mais calma sobre o nosso papel no processo político e econômico do país.
O bom senso aponta para a necessidade de união, não de divisão. O Brasil precisa de responsabilidade, de voto consciente, não de decisões movidas apenas pela emoção.
Faltam hoje ingredientes fundamentais para avançar: mais trabalho, mais disciplina, mais qualificação profissional. E, ao mesmo tempo, menos burocracia, menos peso do Estado e mais liberdade para a economia crescer.
Fica a reflexão para este dia: Que país queremos construir e qual é o nosso papel nessa construção?
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1 comentário
Dr joao lira
19/02/2026 - 06:08:01
Se nós brasileiro não tira o PT do poder ele tirar tudo de nós. !