A corrida para a Presidência da República deste ano promete ser uma das mais disputadas da história recente do país.
No centro da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), um fator silencioso, mas decisivo, atrai a atenção de analistas e estrategistas: a abstenção eleitoral 🗳️.
Especialistas preveem que o número de eleitores que deixam de votar continue alto, repetindo o cenário observado em 2022. O que muitos não sabem é que quem não vai votar altera diretamente o resultado final, mesmo sem registrar um único voto na urna.
Como a abstenção muda o resultado? 📊
O presidente do Brasil não é eleito com base no total de pessoas aptas a votar, mas sim pelos votos válidos efetivamente registrados.
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Menos pessoas na urna: Quanto maior o número de ausentes, menor se torna o universo total de votos contabilizados.
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Peso proporcional: Com um total menor de votos apurados, cada voto registrado passa a ter um peso relativo maior na definição da vitória.
O efeito não é igual para todos ⚖️
Se a ausência ocorresse de forma idêntica em todas as classes sociais e regiões, o impacto seria neutro. No entanto, a realidade do eleitorado brasileiro é bem diferente.

Urna eletrônica: o destino final da mobilização dos eleitores. Fonte: Lucas Aquino / Getty Images
De acordo com o cientista político Leandro Gabiati, o ponto central do fenômeno está na forma como a abstenção se distribui:
"Se a ausência fosse distribuída de maneira uniforme entre todos os segmentos do eleitorado, seu efeito sobre o resultado seria igual para todos os candidatos. A questão, todavia, é que a abstenção geralmente não é uniforme: determinados grupos sociais e regiões acabam apresentando taxas diferentes de comparecimento."
Na prática, os grupos sociais e regiões que mostram maior disposição para ir às urnas ganham mais relevância na contagem final 🚀.
A reta final: a corrida para levar o eleitor à urna 🏃♂️💨
Diante dessa dinâmica, a estratégia das equipes de campanha muda radicalmente nos dias que antecedem a votação.
Na reta final do pleito, a prioridade deixa de ser apenas convencer o eleitor indeciso e passa a ser garantir o comparecimento dos apoiadores já conquistados. Como resume Leandro Gabiati, na última semana antes de cada turno, o grande desafio dos candidatos é engajar a sua base para que ela não deixe de votar no dia da eleição 🗳️.