
A rotina de apagões na zona sul de Teresina tem deixado a população indignada. Os moradores relatam que, quase diariamente, enfrentam quedas e oscilações de energia que não apenas causam transtornos, mas também colocam em risco eletrodomésticos e equipamentos essenciais.
Com uma população estimada em 1.069.000 habitantes na área metropolitana em 2025, a capital piauiense enfrenta um problema que se arrasta sem solução definitiva: a má qualidade no fornecimento de energia elétrica. As constantes interrupções prejudicam trabalhadores, comerciantes e famílias inteiras, que vivem na incerteza de quando o próximo apagão vai ocorrer.
“É revoltante. Já perdi um freezer por causa da oscilação da energia, e até hoje a Equatorial não deu resposta”, desabafa Maria do Socorro, moradora do bairro Angelim. Histórias como essa se repetem em comunidades vizinhas, criando um cenário de insatisfação generalizada.
Além das perdas materiais, há também riscos à saúde e segurança. Hospitais, postos de saúde e até sistemas de abastecimento de água sofrem com a instabilidade elétrica, o que pode agravar situações de emergências.

Sub Estação de tratamento de energia elétrica na zona sul de Teresina-Pi; Imagem Google.
A população cobra respostas imediatas da Equatorial Piauí, concessionária responsável pelo fornecimento. Questionada, a empresa afirma que “atua constantemente na melhoria da rede elétrica, com obras de manutenção e ampliação do sistema para atender a crescente demanda da capital”.
Entretanto, os moradores não enxergam resultados práticos. A cada novo apagão, cresce a sensação de abandono e descaso por parte da concessionária. “Pagamos caro por um serviço que não funciona. Quem vai arcar com o prejuízo?”, questiona indignado o autônomo José Ferreira, que perdeu dois aparelhos de televisão no último mês.
Enquanto a Equatorial promete soluções futuras, a realidade atual da zona sul de Teresina segue sendo de escuridão, prejuízos e revolta popular.
"Eu radialista Geovane Ramos, escrevi agora essa matéria como denúncia, porque não aguento mais essas oscilações e falta de energia aqui na Rádio Avante, quem vai pagar meu prejuízo quando queimar um equipamento? Acabei de sair agora de mais um apagão".