noticias922 Seja bem vindo ao nosso site Rádio Avante!

Cidade

Delegada critica exposição de depoimento no caso da comandante da Guarda assassinada em Teresina: "a vítima nunca será responsabilizada"

Relato de um parente do ex-marido da comandante, preso pelo crime, apontava uma possível motivação para o homicídio.

Publicada em 03/09/25 às 15:04h - 97 visualizações

Geovane Ramos


Compartilhe
Compartilhar a noticia Delegada critica exposição de depoimento no caso da comandante da Guarda assassinada em Teresina:   Compartilhar a noticia Delegada critica exposição de depoimento no caso da comandante da Guarda assassinada em Teresina:   Compartilhar a noticia Delegada critica exposição de depoimento no caso da comandante da Guarda assassinada em Teresina:

Link da Notícia:

Delegada critica exposição de depoimento no caso da comandante da Guarda assassinada em Teresina:
Penélope Brito, comandante de Guarda Municipal de Parnaíba, morta a tiros no Centro de Teresina.  (Foto: Divulgação)

A delegada Nathalia Figueiredo, responsável pelo Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), criticou veementemente a divulgação do depoimento de uma testemunha do caso que investiga o assassinato da comandante da Guarda Municipal de Parnaíba, Penélope Brito, morta a tiros no Centro de Teresina.

A delegada destacou que a vítima foi exposta de maneira indevida. “A vítima foi julgada a partir de informações que ainda estão em análise no inquérito. É preciso reforçar: jamais a vítima será culpada por ter sofrido um crime tão brutal”, declarou.

O crime ocorreu no dia 27 de agosto e também vitimou o vereador Thiciano Ribeiro (PL). O principal suspeito é o ex-marido de Penélope, o guarda municipal Francisco Fernando de Oliveira Castro, preso em flagrante pelo duplo homicídio e atualmente sob custódia da Justiça.

A polêmica gira em torno da divulgação da oitiva de uma testemunha, parente do suspeito, que teria apontado uma possível motivação para o crime. Segundo Nathalia Figueiredo, o conteúdo foi acessado de forma irregular no Processo Judicial Eletrônico (PJe), sistema utilizado para atos processuais digitais.

“Houve o acesso não autorizado e a veiculação de imagens que jamais poderiam ter sido expostas. O depoimento integrava um procedimento inicial de flagrante, e sua divulgação representou não apenas uma violação à vítima, mas também expôs indevidamente uma testemunha”, afirmou.

Para a delegada, a conduta foi ilegal e imoral. “A forma como foi repassado à imprensa colocou em risco a imagem da vítima e de uma testemunha, que teve o rosto exibido publicamente. Isso demonstra uma irresponsabilidade grave”, completou.

Nathalia reforçou ainda que o direito à intimidade e à dignidade deve prevalecer sobre a busca por visibilidade. “Nesse caso, infelizmente, não houve respeito a esses princípios”, concluiu.




ATENÇÃO:Os comentários postados abaixo representam a opinião do leitor e não necessariamente do nosso site. Toda responsabilidade das mensagens é do autor da postagem.

Deixe seu comentário!

Nome
Email
Comentário
0 / 500 caracteres


Insira os caracteres no campo abaixo:








Nosso Whatsapp

 (86)99541-0837

Visitas: 562412
Usuários Online: 1
Copyright (c) 2026 - Rádio Avante - A nova onda na web
Converse conosco pelo Whatsapp!