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Caso Penélope e Thiciano: polícia encerra inquérito e confirma que vítima sofria violência psicológica; acusado mantinha outro relacionamento.

Apuração desmonta narrativa difamatória contra Penélope; ex-companheiro é acusado de feminicídio, homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

Publicada em 04/09/25 às 18:03h - 97 visualizações

Geovane Ramos


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Caso Penélope e Thiciano: polícia encerra inquérito e confirma que vítima sofria violência psicológica; acusado mantinha outro relacionamento.
A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu nesta quinta-feira (05) o inquérito que apura o assassinato do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz e da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Brito.  (Foto: Redes sociais)

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu nesta quinta-feira (5) as investigações sobre o assassinato do vereador Thiciano Ribeiro da Cruz e da comandante da Guarda Civil Municipal de Parnaíba, Penélope Brito, mortos no dia 27 de agosto de 2025, no Centro de Teresina.

O suspeito Francisco Fernando de Oliveira Castro, de 35 anos, preso em flagrante logo após o crime, foi indiciado por feminicídio qualificado no caso de Penélope e por homicídio qualificado pela morte de Thiciano. No segundo crime, a polícia apontou quatro agravantes: motivo torpe, impossibilidade de defesa da vítima, meio cruel e perigo comum.

Além das duas mortes, o taxista Paulo César Lopes Pereira, que estava no local, também foi reconhecido como vítima de tentativa de homicídio qualificado.

Segundo a delegada Nathália Figueiredo, responsável pelo inquérito, as provas reunidas apontam que o crime foi premeditado. O ex-casal havia se separado há cerca de cinco meses, e testemunhas relataram que Penélope vivia um relacionamento marcado por abusos psicológicos.

“Durante as investigações ouvimos familiares e amigos das vítimas, além de pessoas próximas ao autor, e ficou claro que houve premeditação. O contexto de abusividade na relação foi determinante. Francisco era extremamente grosseiro e se incomodava com o fato de Penélope ocupar um cargo de comando na instituição em que ele também atuava”, destacou a delegada.

Após o fim do relacionamento, o suspeito teria iniciado uma campanha difamatória contra Penélope, alegando ter sido traído, versão descartada pela polícia.

“Nenhuma das acusações levantadas por ele foi confirmada. Pelo contrário, ficou evidente que Penélope sofria com o comportamento agressivo de Francisco, segundo familiares e amigos”, acrescentou Figueiredo.

Conforme o inquérito, Penélope chegou a relatar a amigas crises de ansiedade e buscava apoio psicológico em razão das perseguições do ex-companheiro. A comandante cogitou pedir medida protetiva, mas acreditou que o risco havia diminuído após descobrir que Francisco estava em outro relacionamento.

“É fundamental reforçar que a vítima jamais terá culpa. Muitas vezes, quem sofre violência não consegue imaginar até onde o agressor pode chegar. O caso de Penélope mostra como os sinais de agressividade não podem ser ignorados”, alertou a delegada.

As investigações também apontam que Francisco estava de plantão no dia 26 de agosto e, ao encerrar o turno, viajou para Teresina. A suspeita é que ele tenha ido à capital ao saber que Penélope e Thiciano estavam juntos.

Durante o ataque, realizado em plena área central, Francisco disparou contra as vítimas sem se preocupar com quem mais pudesse ser atingido.

“Ficou claro que ele não se importava com a possibilidade de atingir outras pessoas. O taxista presente na cena, por exemplo, também foi alvejado e reconhecido como vítima de tentativa de homicídio”, concluiu Figueiredo.




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