
O ex-policial militar Max Kellysson Marques Marreiros foi condenado pelo Tribunal Popular do Júri a 7 anos e 6 meses de prisão, em regime inicialmente fechado, pela morte do tecnólogo em radiologia Rudson Vieira Batista da Silva.
O julgamento ocorreu seis anos após o crime, reunindo familiares e amigos da vítima em uma manifestação por justiça.
A pena inicialmente fixada seria de 10 anos, porém houve redução devido:
Confissão de Max Kellysson;
Ausência de provas suficientes que permitissem avaliar o grau de emoção do acusado no momento do disparo.
A decisão ainda cabe recurso.
O júri foi realizado nesta quarta-feira (10), no Fórum de Teresina.
Enquanto aguardavam a sessão, familiares e amigos de Rudson fizeram uma manifestação com camisas, cartazes e pedidos por justiça. 🕊️
O irmão da vítima, João Neto, desabafou:
“Nosso sentimento é de querer a justiça. O fato de terem passado seis anos nos revolta, mas entendemos o trâmite. Meu irmão, quando foi assassinado, os advogados recorreram até o Supremo. Dois anos depois ele [Max] cometeu outro crime, uma tentativa de homicídio contra uma senhora. Não esperamos nada mais, nada menos do que justiça.”
Segundo o Ministério Público, Rudson estava com amigos no Bar do Gil, bairro Buenos Aires, Zona Norte de Teresina, em 1º de dezembro de 2019.
Os principais pontos:
Max Kellysson, então policial militar, teria importunado mulheres, oferecendo bebidas de maneira insistente 🍻.
Rudson interveio e pediu que ele parasse.
A discussão resultou no disparo que feriu gravemente o tecnólogo.
Rudson faleceu cinco dias depois em um hospital particular.
Após o crime, Max foi expulso da Polícia Militar do Piauí.
Antes de enfrentar o júri pela morte de Rudson, Max Kellysson já havia sido condenado a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio, em agosto de 2022, contra a vizinha de sua ex-namorada.
O processo relata que:
Ele agredia a então companheira, que conseguiu fugir e pedir socorro.
A vizinha tentou proteger a mulher.
Max arrombou a porta, invadiu o apartamento e iniciou novas agressões.
Ele a imobilizou com um golpe de mata-leão enquanto ela tentava fugir pelo elevador.
A vítima só não foi morta porque um morador interveio a tempo.
⚠️ Esse histórico reforçou o clima de tensão durante o julgamento mais recente.
A condenação representa um passo importante para os familiares e amigos de Rudson, que aguardavam há anos por uma resposta do Judiciário.
💬 Mensagem que ecoou nas ruas durante o protesto:
“Justiça por Rudson!”
O caso reacende debates sobre:
Atuação de policiais fora de serviço,
Morosidade judicial,
E a importância da responsabilização em crimes envolvendo agentes do Estado.
A sociedade segue acompanhando a possibilidade de recursos e os próximos desdobramentos.