
A Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI) deu um passo histórico e decisivo no combate à violência. Os deputados aprovaram um projeto de lei que proíbe o Governo do Estado de contratar ou custear pessoas que tenham sido condenadas por violência doméstica ou familiar.
A medida, de autoria do deputado Francisco Limma (PT), estabelece uma barreira ética e financeira para garantir que o dinheiro público não financie agressores.
Se sancionada pelo governador Rafael Fonteles (PT), a regra será clara: quem tiver condenação definitiva (quando não cabem mais recursos na justiça, chamado de "transitado em julgado") não poderá receber benefícios do estado.
A proibição abrange condenações por violência contra:
👩 Mulheres;
🧒 Crianças e adolescentes;
👴 Idosos;
♿ Pessoas com deficiência.
A lei é abrangente e atinge diversas áreas, como o esporte, a cultura e a administração pública. Pelo texto aprovado, fica vetado:
Contratação ou participação de atletas, dirigentes e artistas condenados;
Destinação de recursos públicos para premiar, financiar ou patrocinar essas pessoas;
Recebimento de bolsas esportivas ou auxílio financeiro;
Ocupação de cargos comissionados ou funções de livre nomeação (cargos de confiança).
"É um movimento que não pede, mas exige justiça, punições mais duras, respeito e a criminalização da misoginia. A violência doméstica é um grave problema social que afeta milhares de famílias em todo o Brasil, inclusive no Piauí" — Deputado Francisco Limma.
Para justificar a rigidez da proposta, o projeto utilizou dados recentes e preocupantes da pesquisa DataSenado (fevereiro de 2024), que traça um raio-x da violência no estado:
66% das entrevistadas conhecem uma amiga ou familiar que já sofreu violência;
25% das mulheres do Piauí declararam ter sofrido violência doméstica provocada por um homem;
80% das vítimas afirmam não conviver mais com o agressor.
Os tipos de violência mais comuns relatados:
🧠 Violência Psicológica: 86%
🗣️ Violência Moral: 76%
👊 Violência Física: 73%
Agora, o projeto segue para a análise do Executivo. A expectativa é que o governador Rafael Fonteles sancione a lei, transformando o Piauí em um exemplo de rigor na aplicação do dinheiro público, garantindo que o estado não compactue, de forma alguma, com a violência.