
A Justiça do Maranhão determinou a soltura do professor Oliveira, que havia sido preso no dia 21 de janeiro de 2026 em União (PI).
Ele é suspeito de praticar abuso sexual contra 244 crianças e adolescentes na cidade de Tuntum (MA). A decisão favorável ao investigado foi proferida nesta segunda-feira (8).
O pedido de revogação da prisão preventiva foi protocolado pelos advogados de defesa, Adailton Silva e Antônio Moraes, e recebeu parecer favorável do Ministério Público.
Apesar de ganhar a liberdade, o professor terá que cumprir rigorosas medidas cautelares para não voltar à prisão. São elas:
Proibição total de contato, por qualquer meio, com as vítimas e as testemunhas do processo;
Obrigação de manter o endereço atualizado perante o juízo;
Proibição de viajar para o exterior sem autorização prévia;
Comparecimento obrigatório a todos os atos do processo.
O descumprimento de qualquer uma dessas regras resultará na nova decretação da prisão do docente.
O advogado Adailton Silva explicou que, com o avanço do processo, "observou-se que há pontos divergentes em relação ao senso comum e ao que foi divulgado nas redes sociais à época, durante a fase inquisitorial".
"Muitas vezes, o calor dos acontecimentos e do momento não corresponde à realidade dos fatos. Nesse contexto, a ampla defesa, princípio constitucional, garante a busca pela verdade no processo penal", reforçou a defesa.
Os advogados também aproveitaram para orientar que os educadores mantenham limites claros na relação com crianças e adolescentes durante o exercício da profissão, buscando evitar constrangimentos e possíveis interpretações equivocadas.
O professor foi detido no Norte do Piauí após uma investigação liderada pelo delegado Wlisses Alves, da Delegacia de Presidente Dutra (MA). Segundo a polícia, o suspeito praticava atos libidinosos com as vítimas dentro da sala de aula.
As investigações apontam que os abusos teriam ocorrido no período de 2023 a maio de 2025, totalizando as 244 vítimas relatadas no inquérito.
Esta não foi a primeira vez que o homem foi detido. Em 16 de maio de 2025, uma aluna procurou a direção da escola para denunciar o professor. Na ocasião, o diretor do colégio deu voz de prisão ao suspeito e acionou a polícia. Ele chegou a ser solto após a ocorrência, mas a Polícia Civil deu continuidade às investigações, o que culminou no mandado de prisão preventiva cumprido em janeiro deste ano e que agora foi revogado.