
Uma reviravolta e detalhes alarmantes surgiram nesta terça-feira (7) sobre o caso da recém-nascida vítima de uma tentativa de sequestro dentro da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER), em Teresina. A heroína da história foi a tia do bebê, Daniela Marcos, que gravou um vídeo chocante relatando como impediu que a criança fosse levada da unidade de saúde. 🛑
Segundo o relato de Daniela, a suspeita entrou no quarto se passando por enfermeira, usando toda a vestimenta característica dos profissionais da unidade. Ela levou a recém-nascida sob o pretexto de agilizar a realização dos testes do pezinho e da orelhinha.
No entanto, a esperteza da tia evitou o pior. Daniela percebeu que a mulher se dirigiu ao banheiro em atitude suspeita. Lá dentro, a suposta enfermeira trocou de roupa e se preparou para deixar a maternidade com o bebê escondido.
"Ela já tava saindo com a bolsinha aqui (de lado), e uma bolsinha aqui na frente. Dava pra perceber que a nenê tava dentro, com o fechiclé um pouco aberto. E eu já perguntei o que é que tava acontecendo... Ela já estava com outra roupa, totalmente diferente. Ela iria sair dali e ninguém iria reconhecer porque mudou demais, com o cabelo solto, com óculos. Aí eu puxei a bolsa, abri o fechiclé e vi a neném bem quietinha dentro da bolsa", afirmou a tia. 🎒👶
A gravidade do relato aumenta: a tia levantou a suspeita de que a bebê possa ter recebido alguma substância (sedativo) para permanecer em silêncio durante a ação, já que a menina estava com muita cólica e, de repente, ficou completamente quieta.
Ao flagrar a cena, Daniela segurou a suspeita, que tentou fugir, e acionou imediatamente a equipe de segurança da maternidade. A tia também afirmou suspeitar que uma profissional da própria unidade possa ter dado suporte à ação, uma hipótese que agora deverá ser investigada pela polícia. ⚖️
Divulgação CCOM
Em nota oficial, a Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa informou que a ocorrência aconteceu na segunda-feira (06) e minimizou o termo, classificando o caso como "tentativa de retirada irregular de um recém-nascido".
A instituição garantiu que a ação foi identificada e impedida, e que está colaborando com as investigações. Segundo a NMDER, "os protocolos de controle de acesso e vigilância demonstraram efetividade".
A declaração do hospital gerou profunda revolta na família. Daniela criticou duramente a postura da instituição, alegando que não recebeu apoio ou assistência da diretoria após o trauma.
"Todo tempo querendo abafar, querendo dizer que eles não têm culpa disso ter acontecido lá. Se eu entreguei a criança na mão dela para fazer o exame, ela pega a criança, coloca na bolsa, troca de roupa e já está no ponto de ir embora... Isso não é sequestro, não, gente?", questionou a acompanhante, indignada.
O caso segue sob investigação rigorosa das autoridades competentes para identificar a mulher disfarçada e descobrir se há funcionários envolvidos no esquema. 📄🚓