
A Polícia Civil do Piauí detalhou, nesta terça-feira (25), a Operação Compra Fantasma, que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes contra pessoas que anunciavam produtos à venda na internet.
Em Teresina, uma mulher identificada como Geyse Vitória foi presa durante a ação. O principal suspeito de liderar o esquema, identificado como André, é procurado pela polícia em São Paulo.
Segundo o delegado Humberto Mácola, do Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Geyse seria responsável por receber, em Teresina, produtos obtidos por meio dos golpes e encaminhá-los para integrantes da organização em São Paulo.
🗣️ “Essa nacional era responsável por pegar, capturar, cooptar esses produtos que eram adquiridos através dos golpes e repassar para a organização em São Paulo”, explicou o delegado.
De acordo com as investigações, o esquema seguia um passo a passo estruturado para enganar os vendedores:
Abordagem: Os criminosos procuravam anúncios de produtos em plataformas de comércio eletrônico e se passavam por compradores. 🛒
E-mail Falso: Em seguida, enviavam um comprovante/e-mail falso ao vendedor informando que a compra havia sido concluída. 📧
Condição de Pagamento: O grupo alegava que o dinheiro só seria liberado após a entrega da mercadoria. 💵
Coleta via App: Um motorista de aplicativo era acionado para buscar o produto na casa da vítima. 🚗
Em Teresina, os produtos eram deixados em um terreno baldio, onde Geyse Vitória os recolhia para enviar posteriormente aos integrantes do grupo em São Paulo. 📍
🗣️ “A organização em São Paulo simulava uma compra (...) e, através de motoristas de aplicativo, o criminoso lá de São Paulo mandava esse produto para um terreno baldio, onde a Geyse Vitória pegava esses produtos e repassava para a equipe de São Paulo”, destacou Mácola.
Os alvos preferenciais do grupo eram notebooks, celulares e outros aparelhos eletrônicos, que eram revandidos no estado paulista.
💰 Prejuízo estimado: Cerca de R$ 500 mil.
📉 Vítimas no Piauí: Pelo menos 110 pessoas foram identificadas.
🚕 Corridas solicitadas: O grupo pediu 319 corridas de motoristas de aplicativo em Teresina, sendo que 110 foram concluídas.
O homem apontado como líder da organização, André, mantinha colaboradores em diferentes regiões do país.
🗣️ “O André está sendo procurado, ele é o líder da organização na questão da compra fantasma. Ele tinha colaboradores no Brasil todo, vítimas no Brasil todo e, através desses colaboradores, ele conseguia pegar esses produtos (...) que todos eram desovados lá em São Paulo, para serem revendidos”, pontuou o delegado.
A polícia afirma que, até o momento, não há indícios de participação dos motoristas de aplicativo no esquema, mas faz um alerta importante aos profissionais que realizam esse tipo de entrega: 📦
🗣️ “Os motoristas de aplicativo precisam tomar cuidado para, quando vão buscar esses aparelhos eletrônicos, onde eles vão entregar, porque podem, eventualmente, ser inseridos nessa investigação”, orientou Humberto Mácola.
Durante a operação, a Polícia Civil divulgou prints de conversas entre Geyse Vitória e André. As mensagens revelam como o grupo operava com divisão de tarefas e metas, semelhante a uma estrutura empresarial: 📊
📈 30% do valor: Ficava com Geyse Vitória por recolher e despachar o material.
🏢 70% do valor: Era repassado para a organização criminosa liderada por André.
🗣️ “Ali é o líder (...) conversando com a Geyse Vitória, informando como é que funcionava, como uma empresa. Os colaboradores, criminosos, eles eram cooptados no Brasil todo e, nos prints da conversa, ele explicava como é que funcionava toda a engenharia da empresa, cobrava empenho. Quanto mais ela conseguisse, mais ela ganhava”, finalizou o delegado.
As investigações continuam para localizar o líder do grupo e identificar outros possíveis integrantes envolvidos na rede criminosa. 🔍