
O sonho do hexa foi adiado mais uma vez. Neste domingo (5), o Brasil encerrou a sua participação na Copa do Mundo de 2026 após uma derrota para a Noruega por 2 a 1.
Em um confronto tenso válido pelas oitavas de final, a Seleção Brasileira sofreu com a falta de pontaria e viu os europeus carimbarem a vaga para as quartas de final.
O jogo começou em ritmo frenético e com um baita susto para os brasileiros. Logo nos dois primeiros minutos do primeiro tempo, a Noruega marcou, mas teve o gol anulado por impedimento. Depois disso, o Brasil tentou se impor, mas construiu um primeiro tempo difícil, repleto de investidas frustradas.
O momento mais dramático da etapa inicial aconteceu aos 13 minutos. Bruno Guimarães desperdiçou uma cobrança de pênalti, gerando revolta nos torcedores.
O erro na marca da cal, inclusive, entrou para as estatísticas de forma melancólica: este foi o primeiro pênalti desperdiçado pela Seleção Brasileira durante o tempo normal de um jogo de Copa do Mundo desde o Mundial do México, em 1986.
Se o primeiro tempo foi amargo, o segundo período foi ainda mais duro de assistir. Quem abriu o placar de forma oficial no segundo tempo foi Erling Haaland, mostrando toda a potência física e o faro de gol da seleção norueguesa.
Atrás no placar, o Brasil se lançou ao ataque, mas o jogo foi marcado por uma série de chances desperdiçadas pelos jogadores brasileiros. Aproveitando os espaços, a Noruega sacramentou a vitória próximo ao fim da partida, quando o volante deles fez o segundo gol, já nos acréscimos.
Valente, o Brasil ainda tentou diminuir o prejuízo no tempo extra. O único gol da amarelinha foi feito por Neymar já na prorrogação, em cobrança de pênalti, mas já era tarde para uma reação completa.
Com o apito final, o Brasil deixa o torneio após enfrentar Marrocos, Japão, Escócia e, por fim, a Noruega.
A eliminação precoce acende um alerta histórico na comissão técnica, já que o país quase nunca cai nesta fase. Para se ter uma ideia, a Seleção Brasileira foi eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo em apenas duas ocasiões na história: em 1934 e em 1990. Agora, 2026 entra para essa lista indigesta.